The Secrets of Gin

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Os segredos por detrás do Gin Tónico

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Os segredos por detrás do Gin Tónico

Há poucas bebidas tão refrescantes quanto um gin tónico. Mas, ao contrário do que alguns pensam, o gin não é todo igual: as variedades são muitas e as qualidades também. A bebida tornou-se cada vez mais sofisticada

A origem é Holandesa (meados de XVII), o desenvolvimento é inglês, cereais e tubérculos a sua matéria prima e as bagas de zimbro a sua razão de ser “Gin”. Aliás “gin”, etimologicamente, provém da palavra holandesa jenever ou genever (Genebra em português), nome holandês para zimbro. A abreviatura, diz a lenda, foi feita pelas tropas inglesas na Guerra dos Oito Anos quando bebiam, o “medicamento” para acalmar os nervos antes das batalhas.

Se a pureza do gin é holandesa, a sofisticação é inglesa. A evolução inglesa começa com a invenção e desenvolvimento de colunas destiladoras, muito mais eficazes na obtenção de um álcool neutro com 96% Vol..

O gin que conhecemos tem por base este álcool neutro que é redestilado uma ou mais vezes com bagas de zimbro e inúmeros extractos vegetais de várias famílias e géneros, designados na gíria por “Botânicos”. O seu número varia entre a meia dúzia e dezenas, como no caso do “Gin Monkey 47” com 47 botânicos na sua redestilação. Depois de redestilado o gin é desdobrado com água até atingir o grau final desejado ou permitido por lei.

No mercado existem gins provenientes de vários tipos de destilação: London Dry, sem qualquer adoçante, seco (tal como indica o nome) e com notas de zimbro e resina bem marcadas (Beefeater, Gordon”s, Tanqueray etc. etc.); Genebra, o gin original, holandês, fermentado a partir de cevada maltada (Bols, Boosma); Plymouth (uma autêntica região demarcada do gin) mais macio, encorpado, aromático e ligeiramente mais doce que o London Dry (Plymouth); American Dry com o zimbro e a resina mais subtil e levemente mais cítrico e floral que o London Dry (Leopold”s, n.º 209, Junipero, Death”s Door…); Old Tom, quase desparecido, é uma forma mais adocicada do London Dry (Ransom, Hayman”s…) e os mais recentes Experimental Botanicals, gins compostos que apostam na incrível e, por vezes, inimaginável mistura de extractos vegetais para conseguir um resultado ímpar (Hendricks, G”Vine, Citadelle).

Cada destilação tem as suas particularidades e mesmo dentro de cada tipo de destilação os procedimentos variam de umas marcas para as outras. Cada marca tem o seu segredo, guardado a sete chaves. A especificidade da água de desdobramento é outro segredo não menos importante de cada uma das fórmulas preparadoras, originando no produto final subtis mas fundamentais diferenças que podem ditar o fracasso ou enorme sucesso do preparado espirituoso.

Consoante a sua destilação e o seu serviço, os gins podem-se dividir em cinco grupos de notas aromáticas predominantes: gins florais, onde predominam flores e frutos como a flor de uva, violeta, jasmim, groselhas, uva verde etc. (G-Vine Florasion, Nordés, Geranium, Monkey 47, Hendricks…); gins especiados onde predominam as raízes de angélica ou lírio, a canela, cardamomo, pimentas, noz moscada etc. (Magellan, Citadelle, Blue Ribbon, Brecon…); gins herbais com ervas a dominar o carácter, tomilho, hortelã, alecrim, manjericão etc. (Gin Mare, Blackwoods, Botanist…); gins cítricos onde predominam as notas de laranja, lima, toranja ou tangerina (Tanqueray Ten, London 1); e gins clássicos onde dominam as notas de zimbro com toque cítrico e picante (Martin Miller”s, Tanqueray Rangpur, Nº209, Beefeater 24, Bombay…).

E nenhum gin é só floral ou apenas clássico, porém. Muitos têm dois ou três grupos predominantes no seu perfil, tal como o London Nº3 que pode ser considerado um gin Clássico/Cítrico/Especiado. Já o o Martin Miller”s é um Clássico/Cítrico extraordinário.

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